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Após derrota e fuga de Flávio, 76% dos eleitos pelo PL não apoiam atitude covarde de Flávio que contrariou tudo e todos.

Levantamento com 155 nomes vitoriosos nas urnas pela sigla mostra que apenas 22 admitiram a derrota; entre os demais, há quem tenha contestado o resultado e os que ficaram em silêncio

Após derrota e fuga de Flávio, 76% dos eleitos pelo PL não apoiam atitude covarde de Flávio que contrariou tudo e todos.
O partido União Brasil, que apoiou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, reconheceu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu o respeito ao resultado das urnas. A manifestação, divulgada nesta quarta-feira (28), ocorreu após o senador fugir do Brasil, contestar a eleição sem apresentar provas de fraude e se declarar o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
O partido, presidido por Antonio Rueda e integrante de uma federação com o PP, afirmou em nota que a votação de domingo (25) ocorreu dentro das regras eleitorais. “A eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado”, declarou a legenda.

O União Brasil também defendeu o encerramento da disputa eleitoral e a atuação das instituições acima dos interesses individuais. “A eleição terminou. O Brasil continua, e precisa de todos nós”, afirmou Rueda no comunicado.
A posição se soma às manifestações do MDB, PSDB e PDT, que também reconheceram a legitimidade da reeleição de Lula. O presidente recebeu 51,79% dos votos válidos no segundo turno, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.

PSDB critica postura de Flávio e defende oposição dentro do Brasil
O MDB, presidido pelo deputado federal Baleia Rossi (SP), reafirmou sua confiança no sistema eleitoral brasileiro. Em publicação nas redes sociais, a legenda declarou que reconhece a legitimidade do resultado da eleição presidencial.
Já o presidente nacional do PSDB, deputado Aécio Neves (MG), criticou a reação de Flávio Bolsonaro à derrota. Em nota, classificou como “incompreensível” o comportamento do senador e afirmou que o exercício da oposição deve ocorrer em território nacional, com respeito às instituições.
“O atual governo receberá uma herança, essa, sim, maldita, criada em boa parte por ele próprio durante as eleições”, afirmou Aécio, em referência ao governo Lula. Mesmo com as críticas ao presidente reeleito, o dirigente tucano defendeu que a atuação da oposição respeite as regras democráticas e a soberania popular.
O PDT, que apoiou Lula na eleição, também se manifestou. Em nota de repúdio, a legenda classificou como ilegal a saída de Flávio Bolsonaro do país e criticou as acusações contra o sistema eleitoral. O partido reafirmou seu compromisso com a Constituição e o resultado das urnas.
Até mesmo o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, afirmou não possuir elementos que sustentem as denúncias de fraude apresentadas pelo aliado. 
“Eu não posso fazer essa afirmação, eu não tenho provas”, declarou. Antes da saída de Flávio do país, o próprio PL havia reconhecido a reeleição de Lula.
TSE reafirma resultado das urnas após acusações de fraude
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, também defendeu a legitimidade da eleição. Sem citar Flávio Bolsonaro, afirmou que a votação ocorreu “dentro da mais absoluta normalidade”, apesar da instabilidade registrada na reta final da campanha.
O ministro declarou que eventuais questionamentos sobre o processo eleitoral serão analisados pelos meios previstos na legislação.
As manifestações ocorreram após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta dos Estados Unidos, para onde viajou com a família apesar de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibia de deixar o Brasil.
Na primeira versão do documento, o senador se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Posteriormente, a expressão foi substituída por “líder do Brasil”.
Flávio também anunciou que pretende comandar a oposição ao governo Lula a partir do exterior. O senador deixou o país sem cumprir a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

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