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Mais de 2 milhões de eleitores escolhem neste domingo o 12º governador de MS.

Confira quem são os candidatos em MS e regras básicas; são 5 votos neste domingo.

Mais de 2 milhões de eleitores escolhem neste domingo o 12º governador de MS.

Neste domingo (4), 2,02 milhões de eleitores aptos ao direito ao voto vão às urnas em Mato Grosso do Sul para o 1º turno das Eleições 2026. As seções estarão abertas das 7h às 16h. Neste domingo, eleitores devem escolher o 12º governador do Estado.

 

Estão em disputa 5 cargos: deputado federal, deputado estadual, duas vagas para senador, governador e presidente da República. Esta, inclusive, é a ordem de votação na urna.

 

Para exercer o direito ao voto, o eleitor precisa apresentar um documento oficial com foto, inclusive o documento digital, como carteira de identidade, carteira de habilitação, certificado de reservista ou passaporte. O e-Título também é aceito se o aplicativo exibir a foto da pessoa — como é o caso do eleitor com biometria já ativada.

 

Afinal, quem é o eleitor sul-mato-grossense?

A capital, Campo Grande, é o principal colégio eleitoral do Estado, abrigando 640.427 eleitores. Esse número representa 31,6% de todo o eleitorado sul-mato-grossense.

 

No interior, Dourados representa o segundo maior colégio de MS, com 166.148 eleitores (8,2%), seguido por Três Lagoas (88.668), Ponta Porã (70.104) e Corumbá (67.791).

 

Em contraste, o município com o menor número de pessoas aptas a votar é Figueirão, contabilizando apenas 2.810 eleitores.

 

A decisão das urnas está nas mãos das mulheres

O perfil demográfico das urnas aponta que a decisão está majoritariamente nas mãos das mulheres. O público feminino soma 1.069.380 eleitoras, o que equivale a 52,8% do total estadual, enquanto os homens representam 47,1% (955.504).

 

Na Capital, a presença feminina é ainda mais expressiva, chegando a 54,4% do eleitorado.

 

Quando observado o grau de instrução, a maior fatia do eleitorado estadual (24%) possui o ensino médio completo, correspondendo a mais de 487 mil pessoas.

 

O segundo grupo mais expressivo é o de eleitores com o ensino fundamental incompleto, que abrange 23,6% do total.

 

Aqueles que possuem diploma de ensino superior completo somam pouco mais de 285 mil eleitores (14%).

 

Maioria dos eleitores tem entre 35 e 44 anos

Em relação à idade, o eleitorado sul-mato-grossense está concentrado principalmente na faixa dos 35 aos 44 anos (19,8%), seguido de perto pelo grupo de 45 a 55 anos (19,5%) e de 25 a 34 anos (19,3%).

 

Os votos facultativos também compõem uma parcela significativa do pleito: os jovens de 16 e 17 anos somam quase 23 mil adolescentes (1,1%), enquanto os idosos com 70 anos ou mais representam uma fatia de peso, totalizando 202.096 eleitores (9,9% do Estado).

 

Quem são os candidatos nas vagas majoritárias?

As urnas em MS terão 395 candidatos, entre governador (8), senador (10), deputado federal (124) e deputado estadual (253).

 

As vagas ao Governo e ao Senado Federal são chamadas majoritárias, em que vencem os candidatos com mais votos, seja por maioria simples ou absoluta.

 

Ao Governo de Mato Grosso do Sul, estão em disputa: Eduardo Riedel (PP), atual governador, em busca de reeleição; Fábio Trad (PT); Delcídio Amaral (PRD); João Henrique Catan (Novo); Lucien Rezende (PSOL); Daniel Lemes (PCO); e Renato Gomes (DC).

 

Já para o Senado Federal, o eleitor poderá escolher dois nomes. Isso porque, nesta eleição, serão renovados 2/3 da Casa Alta, o que representa 54 das 81 cadeiras. Nessa disputa por MS, estão:

 

Vander Loubet (PT);

Soraya Thronicke (PSB);

Reinaldo Azambuja (PL);

Capitão Contar (PL);

Roberto Oshiro (Novo);

Beto do Movimento (PSOL);

Luiz Lemes (DC);

Daniel Júnior (Agir);

Valderi Garcia (PCO);

Valter da Comagram (PRD).

O eleitor precisa ficar atento na hora do voto, pois não será possível escolher o mesmo candidato duas vezes na urna. Caso não seja indicado o postulante da segunda vaga, o voto é anulado, mantendo apenas a primeira escolha do eleitor.

 

Além disso, é preciso que o sul-mato-grossense saiba que os candidatos ao Senado Federal levam consigo dois candidatos suplentes, que podem vir a substituí-los caso necessário. Eles também são considerados eleitos por escolha popular.

 

Disputam a suplência no Senado Federal os seguintes candidatos:

Vander Loubet (PT): Professora Maria Diogo (PT) e Professora Maju (PT);

Soraya Thronicke (PSB): Bruno Migueis (PT) e Geana Mesquita (PSB);

Reinaldo Azambuja (PL): Nelsinho Trad (PSD) e Felipe Mattos (União Brasil);

Capitão Contar (PL): Claudio Mendonça (PP) e Luciano Barbosa Rodrigues (PP);

Roberto Oshiro (Novo): Augusto Da Soldamaq (Novo) e Italivio Neto (Novo);

Beto do Movimento (PSOL): Elizangela Tiago (PSOL) e Kátia Bastos (PSOL);

Luiz Lemes (DC): Instrutor André Maciel (DC) e Aldeci Teixeira (DC);

Daniel Júnior (Agir): Alessandro Garcia (Agir) e Luciene Ramos Da Silva (Agir);

Valderi Garcia (PCO): Luciano Lemes (PCO) e Thiago Assad (PCO);

Valter da Comagram (PRD): Perroni (PRD) e Eng Adamario De Lana (PRD).

E as vagas proporcionais?

Já a disputa para deputado federal e deputado estadual não é definida apenas por quem recebe maioria dos votos.

 

A eleição desses cargos no Brasil segue o sistema proporcional, um modelo no qual as vagas legislativas pertencem aos partidos (ou coligações), e não apenas aos candidatos de forma individual.

 

Na prática, o processo exige primeiro o cálculo do “quociente eleitoral” — a divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa — e, em seguida, do “quociente partidário”, que define quantas vagas cada legenda conquistou com base em sua votação total.

 

Somente após essa distribuição matemática entre os partidos é que os candidatos mais votados dentro de cada agremiação assumem as respectivas cadeiras.

 

Essa dinâmica coletiva explica o motivo pelo qual um candidato muito bem votado pode ficar de fora se o seu partido não atingir o índice mínimo, enquanto um concorrente com menos popularidade acaba eleito ao se beneficiar da soma de votos (de legenda e nominais) de seu grupo político.

 

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) disponibiliza a relação completa dos candidatos no sistema DivulgaCand, no qual o eleitor confere número de urna, gastos de campanha e todas as informações partidárias de cada postulante.

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