O Partido Liberal (PL) continua a novela para definir quem será o escolhido para a segunda vaga no Senado em Mato Grosso do Sul. O presidente do partido no Estado, Reinaldo Azambuja (PL), já tem uma vaga garantida e tenta construir a segunda vaga com o mínimo de estrago possível, mas terá dificuldade.
Reinaldo prometeu escolher o segundo candidato por pesquisa, mas pode ser tratorado pela vontade da família Bolsonaro. A ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, tem repetido, não só na rede social, mas para todas as lideranças políticas que conversa, que Pollon é o escolhido.
“Ele é o escolhido do presidente Bolsonaro”, declarou Michele, nesta semana, após conversa com mais de uma liderança de Mato Grosso do Sul. O próprio presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, admitiu que está difícil convencer a família a mudar de ideia.
Valdemar prometeu uma das vagas a Capitão Contar e convenceu Flávio Bolsonaro (PL) a conversar com o pai para mudar de ideia, mas pelo menos por enquanto, o plano fracassou. Flávio não conseguiu convencer Jair Bolsonaro e Michele a apoiarem contar, mesmo com pesquisas indicando o favoritismo dele e de Reinaldo.
Na última semana , em entrevista na Capital, Reinaldo disse à reportagem que concluiu as duas pesquisas, da Paraná e Quest, para ajudar na escolha do candidato. Ele afirmou que esse critério faz parte de um combinado feito na presença de Jair Bolsonaro. Sobre a resistência de Michele, declarou que podem até mudar o critério, mas que precisam avisar.
Contar, que participava do mesmo evento, disse que Bolsonaro prometeu vaga para quatro candidatos (ele, Gianni Nogueira, Pollon e Reinaldo) e que o mais justo seria definir por pesquisa.
Pollon tem usado a rede social para reforçar que é o escolhido e que “o sistema” quer calar a escolha de Bolsonaro. Ele, inclusive, tem levado um quadro com a carta escrita por Bolsonaro na prisão, onde diz que é o escolhido do ex-presidente em Mato Grosso do Sul.












