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Alegando que Bernal se entregou à polícia, defesa pede liberdade do ex-prefeito.

Publicada em: 16/05/2026 09:27 -

O time de advogados do ex-prefeito Alcides Bernal entrou com novo pedido de habeas corpus na Justiça, pedindo o relaxamento da prisão, nesta semana. A defesa alega que o autor se entregou à polícia após matar o fiscal tributário Roberto Mazzini, em Campo Grande, em 24 de março, e, por ter se colocado à disposição, não deveria ser preso em flagrante.

 

Para o defensor, o flagrante tem a finalidade de evitar a fuga do autor e garantir as provas, o que não seria o caso de Bernal — já que ele se apresentou à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande após o crime.

 

Além disso, a defesa, feita pelo advogado Ricardo Machado, também ressalta argumentos feitos em outros pedidos, que foram negados pela Justiça. A linha utilizada pelo advogado é que Bernal agiu em legítima defesa ao proteger um bem imóvel — no caso, a residência onde o crime aconteceu.

 

Entretanto, a Justiça já combateu essa tese, afirmando que a casa não era de propriedade do ex-prefeito, pois a Caixa Econômica Federal a havia colocado em leilão, sendo ela posteriormente adquirida por Mazzini.

 

No novo pedido, a defesa pede o relaxamento da prisão (e, consequentemente, a revogação da prisão preventiva). Em caso de negativa, pede novamente a conversão da prisão preventiva por medidas cautelares, como a prisão domiciliar humanitária — pelo estado de saúde e idade do réu.

 

Audiência

O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, marcou as primeiras audiências para ouvir Bernal e as testemunhas do homicídio do fiscal tributário. Em 15 de abril, a Justiça aceitou a denúncia por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio.

 

Bernal está preso desde o ocorrido, mas sua defesa tenta livrá-lo dos crimes cometidos. Em despacho, Garcete marcou para 26 de maio audiência para ouvir testemunhas da acusação. No dia seguinte, será a vez de Bernal e das testemunhas da defesa prestarem depoimento.

 

Ex-prefeito é denunciado por homicídio

A 19ª Promotoria de Justiça de Campo Grande denunciou o ex-prefeito Alcides Bernal pelo homicídio qualificado do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini e por porte ilegal de arma de fogo. O político e advogado está preso desde a data do crime, 24 de março de 2026.

 

Na denúncia, os promotores Lívia Carla Guadanhim Bariani e José Arturo Bobadilla Garcia lembram que Mazzini, de 60 anos, havia adquirido a casa de Bernal, no Jardim dos Estados, em um leilão da Caixa Econômica Federal, e foi ao local tomar posse do imóvel, junto de um chaveiro.

 

“O crime foi cometido por motivo torpe, visto que o denunciado agiu impelido pelo sentimento de vingança, mais precisamente porque não aceitava a perda do imóvel para a vítima e ainda acreditava ter direito sobre ele. Assim, decidiu ceifar-lhe a vida. Dada a repugnância da motivação do crime, caracterizada esta a qualificadora”, escreveram os membros do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul).

 

Assim, o político foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa, contra vítima maior de 60 anos; e também por porte ilegal de arma de fogo.

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