O município de Caracol novamente é destaque no Estado de Mato grosso do Sul como um dos 10 municípios que mais cumpre o limite de despesas com pessoal
Das 79 prefeituras, 58 tiveram gastos abaixo do limite de alerta em 2024; Bela Vista, Campo Grande e Dourados os piores resultados.
Principal despesa do Executivo, Legislativo e Judiciário, a folha de pagamento do funcionalismo tem sido a principal preocupação dos gestores municipais em Mato Grosso do Sul, uma vez que os recursos estão atrelados à Receita Corrente Líquida (RCL).
Ano passado, 58 das 79 cidades tiveram despesas abaixo do limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que corresponde a 73,5% do total.
Outras 17 estiveram próximas do limite prudencial, enquanto as informações de quatro não estavam disponíveis no portal Tesouro Transparente.
O levantamento exclusivo foi feito pelo MS em Brasília, cuja situação de cada município pode sofrer alteração até a próxima atualização, uma vez que dados e informações foram extraídos de uma prévia do Tesouro Nacional de 2024.
A LRF estabelece quatro limites para as despesas com pessoal nos municípios. Prefeituras com gastos de até 49% estão abaixo do limite; entre 49,01% e 52% estão dentro do limite de alerta; de 52,01% a 54%, no limite prudencial. Acima disso, a prefeitura infringirá gravemente a legislação.
Dos 58 municípios, Caracol que é comandada pelo Prefeito Neco Pagliosa do PSDB ,está entre os que apresenta o menor comprometimento do dinheiro da arrecadação com a folha de pessoal, de apenas 38,19%, .
Vale ressaltar que a Gestão do Prefeito Neco Pagliosa, é um dos únicos municipios do Estado e uns dos poucos no Brasil que administra a máquina com muitos milhões sobrando em Caixa .
MUNICÍPIOS C/ MENORES GASTO DE PESSOAL X DESPESAS CORRENTES LÍQUIDAS – 2024
MUNICÍPIO GASTO PESSOAL/RCL
Costa Rica 28,90%
Figueirão 30,15%
Glória de Dourados 34,03%
Corguinho 35,60%
Japorã 36,65%
Paraíso das Águas 36,95%
Rio Negro 37,50%
Novo Horizonte do Sul 37,71%
Caracol 38,19%
Taquarussu 38,44%
Aparecida do Taboado 39,37%
Alcinópolis 40,12%
Ribas do Rio Pardo 40,22%
Anastácio 40,47%
Santa Rita do Pardo 40,75%
Rochedo 40,86%
Jateí 40,98%
Paranaíba 41,15%
Juti 41,21%
Bataguassu 41,42%
Nioaque 42,06%
Cassilândia 42,12%
Brasilândia 42,69%
Coronel Sapucaia 42,98%
Bonito 43,50%
Laguna Carapã 43,63%
Pedro Gomes 43,71%
Miranda 44,17%
Ivinhema 44,33%
CONTINUAÇÃO
MUNICÍPIO GASTOS PESSOAL/RCL
Bodoquena 44,51%
Porto Murtinho 44,61%
Terenos 44,68%
Rio Verde de Mato Grosso 44,89%
São Gabriel do Oeste 45,09%
Iguatemi 45,15%
Caarapó 45,35%
Selvíria 45,39%
Jaraguari 45,45%
Aquidauana 45,62%
Tacuru 45,66%
Nova Andradina 46,24%
Fátima do Sul 46,37%
Mundo Novo 46,55%
Bandeirantes 46,58%
Itaquiraí 46,79%
Maracaju 47,36%
Douradina 47,57%
Sete Quedas 47,66%
Dois Irmãos do Buriti 47,92%
Chapadão do Sul 47,95%
Deodápolis 47,97%
Angélica 48,06%
Coxim 48,06%
Guia Lopes da Laguna 48,13%
Camapuã 48,23%
Paranhos 48,35%
Corumbá 48,54%
Antônio João 49,00%
Do lado oposto, está Bela Vista, na fronteira com o Paraguai, com a maior despesa de pessoal em relação à RCL, de 55,48%. A diferença entre os dois atinge a impressionantes 26,5 pontos percentuais.
A segunda cidade com as maiores de despesas com o funcionalismo é Campo Grande. Em 2024, elas representaram 52,99% da RCL — a 1,2 ponto percentual de ultrapassar o limite máximo, de 54%. Em 2023, a capital comprometia 53,70% das receitas.
Em seguida, aparecem Dourados, com gastos de 52,46%, Sidrolândia, 52,32%, Vicentina com 52,27% e Naviraí, cujas despesas consumiram 52,02% das receitas em 2024 (ver quadro).
MUNICÍPIOS C/ GASTO DE PESSOAL NO LIMITE PRUDENCIAL DA LRF – 2024
MUNICÍPIO GASTO PESSOAL/RCL
Campo Grande 52,99%
Dourados 52,46%
Sidrolândia 52,32%
Vicentina 52,27%
Naviraí 52,02%
Inocência 51,65%
Eldorado 51,57%
Ladário 51,55%
Nova Alvorada do Sul 51,53%
Outros quatro municípios – Água Clara, Amambai, Anaurilândia e Batayporã – não foram avaliados porque as informações sobre despesas com pessoal não estavam disponíveis na prévia do Tesouro.
MUNICÍPIOS COM SITUAÇÃO INTERMEDIÁRIA GASTO DE PESSOAL – LIMITE DE ALERTA DA LRF – 2024
MUNICÍPIO GASTO PESSOAL/RCL
Ponta Porã 50,92%
Aral Moreira 50,72%
Três Lagoas 50,44%
Itaporã 50,20%
Jardim 49,88%
Rio Brilhante 49,61%
Sonora 49,03%
Impacto nas contas
As despesas com pessoal causam grande impacto às contas públicas e colocam em risco a estabilidade fiscal dos municípios. Têm sido o principal problema de Campo Grande nos últimos anos, por exemplo.
A capital ficou por vários anos gastando acima do limite máximo da LRF, principalmente nas gestões do ex-prefeito Marquinhos Trad (PDT), de janeiro de 2017 a março de 2022, quando as despesas chegaram a atingir 59,16% em 2021, mais de cinco pontos percentuais além do permitido.
Naquele mesmo ano, Campo Grande esteve à beira da insolvência, segundo o Tesouro Nacional (ver aqui). As despesas brutas com a folha passaram de 70% da RCL.
“Entre os municípios analisados, Campo Grande apresenta o maior comprometimento da sua Receita Corrente Líquida com despesa bruta de pessoal, 70%. São Paulo destaca-se positivamente por possuir o menor comprometimento com gasto de pessoal, que corresponde a 40,5% de sua RCL”, apontava relatório do Tesouro.
Fonte : MS em Brasília














