João Doria vai renunciar ao cargo para disputar a presidência pelo partido, ao contrário da notícia que o próprio Doria espalhou pela manhã na imprensa de que abandonaria a disputa.
“À frente das diversidades, nós só temos três coisas a fazer, governador: enfrentar, combater e vencer. É por isso que eu peço uma salva de palmas, de pé, para o próximo presidente da República, nosso governador João Doria”, disse o presidente do PSDB paulista, Marco Vinholi.
A informação espalhada pela manhã era a de que Doria teria decidido ficar no Palácio dos Bandeirantes até o fim do ano, descumprindo o compromisso firmado com seu vice, Rodrigo Garcia, pré-candidato ao governo de SP. Os dois almoçaram juntos no início da tarde desta quinta (31/03), tiveram uma dura discussão, mas selaram a paz.
Rodrigo Garcia, que trocou o DEM pelo PSDB para concorrer às eleições de outubro, havia se revoltado com a decisão do governador de permanecer no cargo.
Doria espalhou a desistência de sua candidatura após a movimentação da cúpula do partido para dar um golpe e impor a candidatura de Eduardo Leite. O governador gaúcho, derrotado pelo governador de São Paulo nas prévias em novembro do ano passado, pretendia migrar para o PSD e concorrer ao Planalto, mas decidiu ficar no PSDB, depois da sinalização de que poderia voltar a ser presidenciável se Doria desistisse.
O barulho que Doria fez com a notícia da desistência acabou conquistando o apoio público do presidente da sigla, Bruno Araújo, que divulgou uma nota em favor da manutenção da pré-candidatura dele ao Planalto. No entorno do governador, fala-se que era justamente esta a ideia: forçar esse apoio público da cúpula tucana.
Por: Jonny Dutra













